Materiais de Construção

Das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção no ano de 2024, 208 pertencem ao subsetor de materiais de construção propriamente dito, o que significa que 41,6% das empresas pertencem a este subsetor, o que permite mais uma vez evidenciar a representatividade deste subsetor na lista das 500 maiores empresas deste setor.

Gráfico 11 – Volume de negócios global das maiores empresas de distribuição de materiais de construção (milhões de euros)

As maiores empresas consideradas neste relatório do subsetor de distribuição de materiais de construção, venderam no seu conjunto um valor ligeiramente superior a 1 566 milhões de euros no ano de 2024, o que corresponde a um aumento de 5,17% face a 2023 que foi de 1 489 milhões de euros, sendo que por sua vez representou um aumento de apenas 0,74% face a 2022 (gráfico 11).

Em relação ao ano de 2021, verificou-se em 2022 um acréscimo de 5,42% no volume de negócios. Verifica-se assim que, ao longo dos três anos considerados, um aumento do volume de negócios das maiores empresas deste subsetor.

Em média cada uma destas empresas vendeu em 2024 cerca de 7,485 milhões de euros, sendo que em 2023 esse valor foi de 7,162 milhões de euros.

Em 2021 essa média foi de 7,106 milhões de euros.

Face ao bom momento que o subsetor atravessa, as maiores empresas de distribuição de materiais de construção, nos três anos considerados apresentaram tanto na média dos resultados operacionais, dos resultados líquidos e por consequência dos capitais próprios valores claramente positivos (gráfico 12).

Apesar da constante subida, o subsetor apresenta valores médios inferiores à média do setor do comércio de materiais de construção.

Gráfico 12 – Grandezas contabilísticas das maiores empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção

Em 2024, os resultados operacionais médios e por consequência os resultados líquidos médios evidenciarem um ligeiro decréscimo em relação a 2023 (533 548€ em 2023, contra 514 062€ em 2024 nos resultados operacionais médios e 407 601€ em 2023, contra 381 488€ em 2024 no que se refere aos resultados líquidos médios).

Em relação a 2022 o ano de 2023 apresentou também ligeiros decréscimos nas médias destes resultados.

Apesar da ligeira redução nos resultados, o ano de 2024 traduziu-se num ano positivo para o subsetor.

No que concerne aos capitais próprios médios, em face dos resultados médios serem positivos, estes apresentam um crescimento consistente, cifram-se no ano de 2024 num valor superior a 3,7 milhões de euros.

Indicadores de estrutura ou endividamento

 Como podemos verificar pelo gráfico 13, as empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção, têm reforçado a média da sua autonomia financeira e por consequência o seu grau de endividamento médio tem sido reduzido.

Por exemplo, para o ano de 2024, a autonomia financeira situa-se na casa dos 63%, o que significa que estas empresas em termos médios apresentam no seu conjunto uma boa autonomia financeira, já que 63% dos ativos são financiados por capitais próprios.

Em 2023 essa autonomia cifrou-se em cerca de 62%, ou seja, o subsetor está em termos médios a reforçar a sua autonomia financeira.

Gráfico 13 – Autonomia financeira e endividamento das maiores empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção

 

Em face da autonomia financeira ter aumentado entre 2022 e 2024 mais de quatro pontos percentuais, o endividamento médio destas empresas reduziu-se na mesma importância, tendo-se fixado em mais de 36% dos ativos, apresentando assim estas empresas na sua média, um baixo risco de insolvência.

No gráfico 14 encontra-se evidenciada a estrutura de endividamento e a solvabilidade em termos médios das empresas de distribuição do subsetor de materiais de construção entre 2022 e 2024.

Como podemos verificar no gráfico, no tocante à solvabilidade, entre 2022 e 2024 esta aumentou cerca de trinta pontos percentuais, principalmente devido ao aumento verificado entre 2022 e 2023.

Assim em 2024, por cada 100 euros de passivos, estas empresas na sua média dispunham mais de 173 euros de capitais próprios, o que representa uma excelente solvabilidade para as empresas consideradas, apesar deste valor ser ligeiramente inferior ao das 500 maiores empresas.

Gráfico 14 – Solvabilidade e estrutura do endividamento das empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção

No que concerne à estrutura média do endividamento, entre 2022 e 2024, o seu valor aumentou cerca de quatro pontos percentuais, encerrando 2024 em 78%, ou seja, o endividamento a curto prazo em relação ao endividamento total tem aumentado ligeiramente.

No entanto, a estrutura de endividamento deste subsetor é ligeiramente mais favorável para estas empresas do que o apresentado pela média das 500 maiores.

Gráfico 15 – Capacidade de endividamento a curto, médio e longo prazos e rácio Debt-to-Equity

No que se refere à capacidade média de endividamento a curto prazo das maiores empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção e como podemos verificar no gráfico 15, entre 2022 e 2024 situa-se em torno de 0,3 o que significa que estas empresas, caso necessitem, em termos médios, ainda não esgotaram a sua capacidade de endividamento a curto prazo.

Por seu lado, na capacidade média de endividamento a médio e longo prazo, o seu valor tem aumentado situando-se em 0,89 em 2024. Este valor crescente, representa que estas empresas apresentam uma boa capacidade média de financiamento a médio e longo prazo.

Por fim, em relação ao rácio médio Debt-to-Equity, entre 2022 e 2024 o seu valor tem-se vindo a reduzir, terminando 2024 em 0,58.

Os capitais próprios médios destas empresas estão a ser fortalecidos em relação aos passivos totais, aumentando assim a sua solidez financeira, em termos médios (gráfico 15).

Indicadores de funcionamento e de liquidez

O indicador de liquidez “Liquidez geral” conforme se pode verificar no gráfico 16, situa-se sempre superior a dois entre 2022 e 2024. Assim, para o caso do ano de 2024, os ativos correntes médios destas maiores empresas suplantam em mais do dobro (2,48 vezes) os passivos correntes médios, evidenciando que estas empresas de uma forma geral não deverão enfrentar problemas de tesouraria no curto prazo.

Por cada 100 euros de passivos de curto prazo, estas empresas em termos médios dispõem de 248 euros de ativos de curto prazo.

 

Gráfico 16 – Rotação do ativo e liquidez geral das empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção

 

Já em relação à rotação dos ativos, podemos referir que os mesmos se encontram de certa forma estáveis, apesar de em 2024 ter-se verificado uma ligeira redução.

Em 2024 por cada euro de ativos, as empresas deste subsetor em termos médios vendiam 1,27 euros.

Também em termos médios e nestes dois indicadores, estas empresas apresentam valores semelhantes, que a média das 500 maiores empresas de comércio de materiais de construção.

Gráfico 17 – Prazo médio de recebimentos e de pagamentos das empresas do subsetor distribuição de materiais de construção

Verificamos através do gráfico 17 que, em média as maiores empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção pagam aos seus fornecedores antes de receberem dos clientes, com uma diferença em 2024 de 12 dias.

Verificamos também que, o prazo médio de recebimentos aumentou ligeiramente, sendo que o de pagamentos se manteve constante.

Em 2024, o prazo médio de recebimentos situou-se nos 56 dias e o de pagamentos em 44 dias.

Indicadores de rendibilidade

O gráfico 18 evidencia seis dos oito indicadores de rendibilidade considerados no nosso relatório. Como os resultados operacionais médios apresentaram uma ligeira redução em relação à totalidade dos ativos médios destas empresas, verifica-se no ano de 2024 uma ligeira perda na rendibilidade económica, encerrando o ano de 2024 com o valor de 8,73%.

A capacidade dos ativos em gerarem resultados diminuiu ligeiramente de valor.

No ano de 2024, por cada euro de ativos este setor gerou uma rendibilidade económica superior a nove cêntimos.

Seguindo a mesma trajetória da rendibilidade económica, a rendibilidade dos capitais próprios atingiu em 2024 10,22%, representando também uma ligeira redução face a 2023 e 2022.

 

Gráfico 18 – Indicadores de rendibilidade das empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção

Em relação às margens operacionais médias e margens líquidas médias dos volumes de negócios, em consonância com as duas rendibilidades anteriores, os seus valores apresentaram uma ligeira redução em 2024, sendo que a primeira se situa em torno dos 6,87% e a segunda em torno dos 5,10%, valores estes que se podem considerar bastante positivos.

O gasto médio com o pessoal em relação ao volume médio de negócios situou-se nos três anos na casa dos 9%, o que revela estabilidade neste indicador, embora com uma ligeira subida de ano para ano.

O valor médio relativo do EBITDA em relação às receitas operacionais médias das empresas deste subsetor, entre 2022 e 2024 permanece na casa dos 9%.

Trata-se para o ano de 2024 de uma eficiência superior à demonstrada pelas receitas operacionais médias das 500 maiores empresas de comércio de materiais de construção.

No que concerne à margem bruta média das empresas de distribuição de materiais de construção, e como podemos verificar no gráfico 19 a mesma encontra-se estável em torno dos 25% entre 2022 e 2024.

Gráfico 19 – Margem bruta média das empresas de distribuição de materiais de construção

Outros indicadores

O volume de negócios médio por trabalhador aumentou entre 2023 e 2024, mas entre 2022 e 2023 reduziu-se ligeiramente. No ano de 2024, o volume de negócios por trabalhador ascendeu a 261 233€ enquanto o gasto médio por trabalhador foi de 25 941€ (gráfico 20).

Gráfico 20 – Indicadores de rendibilidade das empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção

 

2022 2023 2024
Número total de trabalhadores 5 539 5 831 5 960
Número médio de trabalhadores 27 28 29
Carga fiscal 18,59% 19,73% 21,05%

Tabela 2 – Valores para o subsetor de distribuição de materiais de construção

Como se pode aferir na tabela 2, as empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção no seu conjunto estão a criar emprego, tendo no ano de 2024 ao seu serviço 5 960 trabalhadores, o que fez subir a média por empresa de 28 para 29 trabalhadores.

Em relação à carga fiscal média, aumentou ligeiramente entre 2022 e 2024.

Em 2022 a carga fiscal média corporativa situou-se em 18,59% em relação aos resultados antes de impostos médios, em 2023 aumentou cerca de um ponto percentual, e em 2024 o valor aumentou para 21,05%.

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Download dos Ficheiros:

2024

Poderá descarregar em PDF a edição do Ranking das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção de 2024.

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