Produtos Sanitários e Climatização

Das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção no ano de 2024, apenas 56 pertencem ao subsetor de produtos sanitários e climatização, o que significa que 11,2% das empresas deste estudo pertencem a este subsetor.

As maiores empresas consideradas neste relatório do subsetor de distribuição de produtos sanitários e climatização, venderam no seu conjunto um valor ligeiramente superior a 591 milhões de euros no ano de 2024, o que correspondeu a um ligeiro aumento (0,85%) do volume de negócios face a 2023 que foi de quase 587 milhões de euros, sendo que por sua vez representou um aumento de 0,60% face a 2022 (gráfico 21).

No ano de 2022 verificou-se um acréscimo de 18,21% no volume de negócios em relação a 2021.

Verifica-se assim que, no ano de 2024 assistiu-se a um ligeiro aumento do volume de negócios destas empresas.

 

Gráfico 21 – Volume de negócios das maiores empresas de distribuição de produtos sanitários e climatização (milhares de euros)

 

Em média cada uma destas empresas vendeu em 2024 cerca de 10,569 milhões de euros, sendo que em 2023 esse valor foi de 10,480 milhões de euros. No ano de 2022 essa média foi de 10,418 milhões de euros.

Apesar de um pequeno aumento da média do volume de negócios, podemos constatar que também este subsetor se encontra numa fase positiva e rentável.

Face ao bom momento que o subsetor atravessa, as maiores empresas de distribuição de produtos sanitários e climatização, nos três anos considerados apresentaram tanto na média dos resultados operacionais, dos resultados líquidos e por consequência dos capitais próprios, valores largamente positivos (gráfico 22).

Estas 56 empresas deste subsetor apresentam nestas grandezas contabilísticas valores superiores à média das 500 maiores.

Em 2024, os resultados operacionais médios e por consequência os resultados líquidos médios evidenciarem uma quebra em relação ao ano de 2023 (912 851€ em 2023, contra 779 646€ em 2024 nos resultados operacionais médios e 689 083€ em 2023, contra 550 568€ em 2024 no que se refere aos resultados líquidos médios).

No que concerne aos capitais próprios médios, em face dos resultados médios serem positivos, estes apresentam um crescimento consistente, encerrando o ano de 2024 com um valor superior a 5,4 milhões de euros.

 

Gráfico 22 – Grandezas contabilísticas das maiores empresas do subsetor de distribuição de produtos sanitários e climatização

 

Indicadores de estrutura ou endividamento

 

Como podemos verificar pelo gráfico 23, as empresas do subsetor de distribuição de produtos sanitários e climatização mantiveram em 2024 a sua autonomia financeira média e por consequência o seu grau de endividamento médio.

Por exemplo, para o ano de 2024, a autonomia financeira situa-se na casa dos 61%, o que significa que estas empresas apresentam no seu conjunto uma boa autonomia financeira média, já que mais de 61% dos ativos são financiados por capitais próprios.

Em 2022, essa autonomia cifrou-se em cerca de 59% e em 2023 em 61%, ou seja, o subsetor está em termos médios a manter a sua autonomia financeira, ficando desta forma pouco dependente do endividamento.

Em face da autonomia financeira média ter permanecido constante em 2024 em relação a 2023, o endividamento médio das mesmas empresas também se manteve constante tendo-se fixado em 38,87% dos ativos em 2024, apresentando assim estas empre­sas na sua média um baixo risco de insolvência, com valores da autonomia financeira muito semelhantes aos das 500 maiores empresas.

 

Gráfico 23 – Autonomia financeira e endividamento das empresas do subsetor de distribuição de produtos sanitários e climatização

 

No gráfico 24, encontra-se em termos médios evidenciada a estrutura de endividamento e a solvabilidade das empresas de distribuição do subsetor de produtos sanitários entre 2022 e 2024.

Como podemos verificar no gráfico infra, no tocante à solvabilidade, entre os anos de 2022 e 2023 reforçou-se, tendo permanecido constante em 2024.

Assim, em 2024 por cada 100 euros de passivos, estas empresas na sua média dispunham de mais 157 euros de capitais próprios, o que representa uma excelente solvabilidade das empresas consideradas.

 

Gráfico 24 – Solvabilidade e estrutura do endividamento das empresas do subsetor de distribuição de produtos sanitários e climatização

 

No que se refere à estrutura média do endividamento, entre 2022 e 2024, o valor manteve-se na casa dos 75%, ou seja, o endividamento a curto prazo em relação ao endividamento total permanece praticamente similar.

Em termos de comparação com o valor apresentado pelas 500 maiores empresas do setor de distribuição de materiais de construção, este subsetor apresenta um valor muito semelhante, ou seja, a percentagem dos passivos que se vencem a curto prazo em relação aos totais é similar em termos do ano de 2024.

 

Gráfico 25 – Capacidade de endividamento a curto, médio e longo prazos e rácio Debt-to-Equity

 

No tocante à capacidade média de endividamento a curto prazo, das maiores empresas do subsetor de distribuição de produtos sanitários e climatização e como podemos verificar no gráfico 25, entre 2022 e 2024 encontra-se em ligeira redução de valor, o que significa que caso necessitem estas empresas estão a aumentar esta capacidade.

Por seu lado, na capacidade média de endividamento a médio e longo prazo, o seu valor encontra-se constante, pelo que, para este prazo esta capacidade ainda não se esgotou, mantendo-se a dependência média relativamente a terceiros. O valor de 0,86 em 2024 neste subsetor é similar ao apresentado pelas 500 maiores empresas do setor.

Por fim, em relação ao rácio médio Debt-to-Equity, entre 2022 e 2024 o seu valor tem-se vindo a reduzir, terminando 2024 em 0,64.

Os capitais próprios médios destas empresas estão a ser fortalecidos em relação aos passivos totais, aumentando assim a sua solidez financeira em termos médios (gráfico 25).

As 500 maiores empresas apresentam um rácio Debt-to-Equity de 0,57.

 

Indicadores de funcionamento e de liquidez

 

O indicador de liquidez “Liquidez geral”, apresenta uma média de 2,60 em 2024, tendo aumentado uma décima em relação a 2023. Assim, para o caso do ano de 2024, os ativos correntes médios destas maiores empresas suplantam em mais do dobro (2,60 vezes) os passivos correntes médios, evidenciando que estas empresas de uma forma geral não deverão enfrentar problemas de tesouraria no curto prazo.

Por cada 100 euros de passivos de curto prazo, estas empresas em termos médios dispõem de 260 euros de ativos de curto prazo.

Para o ano de 2024, as empresas deste subsetor apresentaram um valor médio idêntico em termos de liquidez geral ao valor apresentado pelas 500 maiores.

 

Gráfico 26 – Rotação do ativo e liquidez geral das empresas do subsetor de produtos sanitários e climatização

 

Já em relação à rotação dos ativos, podemos referir que os mesmos estão a gerar retornos decrescentes ao longo dos anos.

Mesmo perante este facto podemos referir que este subsetor apresenta uma boa taxa de retorno dos ativos.

Em 2024 por cada euro de ativos, as empresas deste subsetor em termos médios apresentavam volumes de negócios de 1,18 euros.

 

Gráfico 27 – Prazo médio de recebimentos e de pagamentos das empresas do subsetor produtos sanitários e climatização

 

Verificamos através do gráfico 27 que, em média as maiores empresas do subsetor de distribuição de produtos sanitários e climatização pagam aos seus fornecedores antes de receberem dos clientes, com uma diferença em 2024 de 15 dias.

Verificamos também que tanto o prazo médio de recebimentos, como o prazo médio de pagamentos entre 2023 e 2024 aumentaram ligeiramente.

Em 2024, o prazo médio de recebimentos situou-se quase nos 56 dias e o de pagamentos em 40 dias, sendo estes valores melhores em relação ao valor das 500 maiores empresas.

 

Indicadores de rendibilidade

 

O gráfico 28, evidencia seis dos oito indicadores de rendibilidade considerados neste relatório. Como os resultados operacionais e líquidos médios apresentaram uma ligeira redução em 2024 em relação a 2023, logicamente existe uma redução nas margens em 2024.

A rendibilidade económica terminou o ano de 2024 com uma média de 8,72%, ou seja, cada euro de ativos destas empresas gerou uma rendibilidade económica de 8,72 cêntimos, ao passo que em 2023 era de 10,93%.

Ainda para 2024, a rendibilidade média dos capitais próprios cifrou-se em 10,07% e a margem líquida média do volume de negócios foi de 5,21% e a margem operacional média em relação aos volumes de negócios foi de 7,38%.

 

Gráfico 28 – Indicadores de rendibilidade das empresas do subsetor de produtos sanitários e climatização

 

O gasto médio com o pessoal em relação ao volume médio de negócios situou-se nos três anos em torno dos 9 – 10%, valor que é superior à média das 500 maiores empresas.

Em relação ao valor médio relativo do EBITDA, no ano de 2024 verificou-se uma quebra de cerca de um ponto percentual.

O EBITDA deste subsetor em 2024 é de 8,80%, sendo um valor claramente superior à média das 500 maiores empresas.

No que concerne à margem bruta média das empresas de distribuição de produtos sanitários e climatização, como podemos verificar no gráfico 29 no período em análise situa-se em 2022 acima dos 26% e no ano 2024 atinge um valor superior a 25%.

Em face do CMVMC ter aumentado mais em relação ao aumento dos volumes de negócios, origina uma diminuição das margens brutas.

Apesar desta diminuição, este subsetor apresenta margens brutas superiores às 500 maiores empresas.

Gráfico 29 – Margem bruta média das empresas de distribuição de produtos sanitários e climatização

 

Outros indicadores

 

Gráfico 30 – Indicadores de rendibilidade das empresas do subsetor de produtos sanitários e climatização

 

O volume de negócios médio por trabalhador diminuiu ligeiramente entre 2023 e 2024, e o gasto médio por trabalhador aumentou ligeiramente.

No ano de 2024, o volume de negócios médio por trabalhador ascendeu a 290 144€ e o gasto médio por trabalhador foi de 30 106€.

Em termos médios, este subsetor apresenta um volume de negócios por trabalhador mais baixo e um gasto médio por trabalhador mais elevado, do que a média das 500 maiores empresas. (gráfico 30).

 

2022 2023 2024
Número total de trabalhadores 1 901 1 984 2 040
Número médio de trabalhadores 34 35 36
Carga fiscal 20,62% 18,92% 21,16%

Tabela 3 – Valores para o subsetor de distribuição de produtos sanitários e climatização

 

Como se pode verificar na tabela 3, as empresas do subsetor de distribuição de produtos sanitários e climatização, no seu conjunto estão a criar emprego, tendo no ano de 2024 ao seu serviço 2 040 trabalhadores, o que fez subir a média por empresa de 35 para 36 trabalhadores, no período em análise.

Em relação à carga fiscal média, diminuiu entre 2022 e 2023, mas aumentou em 2024.

Em 2022 a carga fiscal média corporativa situou-se em 20,62% em relação aos resultados antes de impostos médios e em 2023 foi de 18,92%. No ano de 2024 a carga fiscal média situou-se nos 21,16%.

 

 

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