O âmbito setorial: Construção, comércio e serviços;
Apoio para: Formação de ativos – trabalhadores, empresários e gestores – das PME participantes.
Financiamento: 70/90%
Ações abrangidas por este aviso:
São abrangidas neste aviso ações de formação, em regime presencial ou online, quando aplicável, que contemplem o recurso à metodologia de formação-ação, que prevê formação, alternada, em sala e on the job, que vise a qualificação de empresários e de trabalhadores das empresas, com vista à melhoria da empregabilidade e da produtividade das empresas.
Área geográfica abrangida: Norte, Centro e Alentejo.
A localização da operação é definida pela(s) região(ões) onde se localiza(m) o(s) estabelecimento(s) das PME participantes, onde os ativos em formação exercem a sua atividade de forma regular e permanente (isto é, o(s) estabelecimento(s) a que corresponde(m) o domicílio profissional dos ativos em formação).
Duração: 24 meses
Finalidades e objetivos:
O presente concurso tem como objetivo a concessão de apoio público a operações formativas destinados à qualificação das empresas e dos seus trabalhadores, designadamente os baseados na metodologia de formação-ação.
A formação deverá ser organizada através de um programa estruturado de intervenção num conjunto composto por PME, apresentando soluções comuns e coerentes face a problemas e oportunidades a explorar no quadro das empresas envolvidas.
A formação-ação é uma metodologia de formação em contexto organizacional em que existe um processo de aprendizagem individualizado orientado para a consecução dos objetivos organizacionais. Os tempos de formação e de ação surgem em simultâneo e a aprendizagem vai sendo construída através do desenvolvimento das interações orientadas para o saber fazer.
Trata-se de uma metodologia que implica a mobilização em alternância das vertentes de formação em sala e on the job e, como tal, permite atuar a dois níveis:
- Ao nível dos formandos: procura desenvolver competências em diferentes áreas, dando resposta às necessidades de formação identificadas;
- Ao nível da empresa: procura aumentar a produtividade e a capacidade competitiva, e promove a introdução de processos de mudança/inovação.
Pretende-se com este aviso promover, com assertividade, o matching entre as necessidades das empresas e as qualificações dos seus trabalhadores, com vista a:
- Aumentar as capacidades de gestão das empresas e de qualificação específica dos seus ativos em domínios relevantes para a estratégia de inovação, internacionalização, digitalização, modernização e eficiência energética e descarbonização das empresas;
- Aumentar as capacidades da gestão empresarial e e-skills para suportar estratégias de inovação e novos modelos de negócios das empresas;
- Promover estratégias de upskilling e de reskilling, com vista à adaptação e especialização dos recursos humanos das empresas e ao reforço da sua capacidade de retenção de competências e talentos;
- Promover ações de dinamização e sensibilização para a mudança e intercâmbio de boas práticas (mobilidade e troca de experiências).
Ações elegíveis:
São abrangidas neste aviso ações de formação, em regime presencial ou online, quando aplicável, que contemplem formação, alternada, em sala e on the job, que vise a qualificação de empresários e de trabalhadores das empresas, com vista à melhoria da empregabilidade e da produtividade das empresas.
A formação deve ser desenvolvida nas seguintes áreas temáticas, com enquadramento nas devidas áreas de educação e formação, e ministradas por entidade formadora certificada ou equiparada:
- Inovação;
* A inovação procura soluções novas ou significativamente melhoradas ao nível de processos, produtos, organização ou marketing que permitam às PME reforçar a sua posição competitiva e melhorar o seu desempenho ou níveis de conhecimento, contribuindo positivamente para o crescimento económico.
* Na temática devem ser contempladas abordagens com vista ao desenvolvimento de competências nas áreas de gestão da inovação, métodos de estímulo à criatividade e design thinking, construção de planos de inovação ou de desenvolvimento de novo produto/serviço ou negócio, numa lógica de intraempreendedorismo e de partilha de experiências interempresarial.
* O objetivo desta temática passa, além disso, por dotar as PME de conhecimentos financeiros e ferramentas de gestão para avaliar o desempenho, tomar decisões que garantam a sustentabilidade a longo prazo e promover o financiamento por capitais próprios através de medidas financeiras e fiscais.
* Também se visa dotar os decisores da empresa de competências e ferramentas técnicas de apoio às diversas disciplinas que compõem a gestão de topo, seja no planeamento estratégico, desenvolvimento de modelos económicos, ferramentas de apoio à decisão, técnicas de liderança.
- Digitalização e Transição Digital;
* Pretende-se com esta temática que as PME, através da adoção de novas tecnologias digitais e processos associados à Indústria 5.0, que permitam mudanças disruptivas nos seus modelos de negócio, se tornem mais eficientes, melhorando a produtividade e reduzindo custos económicos e de contexto, o que implica, também, uma mudança de mentalidade e cultura corporativa, nomeadamente na relação entre cliente e fornecedor.
* Nesta temática poderão ser intervencionadas, entre outras, as áreas de sensibilização aos empresários e trabalhadores para a importância digital e para a incorporação tecnológica nos modelos de negócio, de desenho e implementação de estratégias aplicadas a canais digitais para gestão de mercados, de canais, produtos ou segmentos de cliente, de desenho, implementação ou otimização de plataformas web.
* Além disso, pretende-se desmistificar a utilização da inteligência artificial (IA) e sensibilizar para a importância da qualidade dos dados, e de deterem um plano para a sua utilização, tendo em consideração o potencial de transformação e inovação que as tecnologias de IA aportam ao negócio.
* Visa, ainda, intervir na sensibilização de empresários e trabalhadores para a importância do digital, bem como a sua incorporação tecnológica ao nível do marketing digital, e-commerce, ciências dos dados, e todas as restantes áreas relevantes para a transformação digital das empresas, sem descurar as questões relacionadas com a cibersegurança.
- Internacionalização;
* Neste domínio pretende-se reforçar a capacitação empresarial das PME para processos de internacionalização, alargando a sua base exportadora ou potenciando o seu capital exportador, por via do reforço dos canais de exportação, da prospeção de mercados, da diversificação de produtos, serviços ou modelos de negócio, da promoção e marketing internacional.
* A entrada noutros mercados exige conhecimentos específicos, pelo que se pretende, com este tipo de intervenção, o desenvolvimento de instrumentos de gestão orientados para a internacionalização e que permitam às PME conhecer os mercados a intervencionar, a forma de posicionamento dos produtos/serviços, a redefinição do modelo de negócio, as condições legais, económicas e culturais, a caracterização dos parceiros, os diferentes mecanismos de promoção e marketing internacional.
- Competitividade;
* Este domínio promove uma alteração o perfil de especialização da economia portuguesa, transitando de um tecido empresarial constituído na sua maioria por micro e pequenas empresas com modelos de negócio pouco sofisticados, em setores intensivos em mão-de-obra, para um tecido produtivo, que se especializa em atividades intensivas em conhecimento, em setores mais expostos à concorrência internacional, posicionando a economia portuguesa na vanguarda da competitividade.
* Um aumento da competitividade portuguesa requer um processo de crescimento sustentável das empresas de menor dimensão, devendo, por isso, apostar-se na reorientação do tecido produtivo para modelos de produção mais inovadores, sustentáveis e intensivos em conhecimento e tecnologia, geradores de maior valor acrescentado, que potenciem a valorização económica da I&D e permitam desenvolver novos processos, produtos e serviços.
* Pretende-se, além disso, qualificar os recursos humanos criando competências diferenciadoras nas diversas áreas operacionais das empresas, que possibilitem a disponibilização de produtos/serviços de qualidade, aumentando o valor acrescentado bruto da oferta.
- Critérios ESG.
* Considerando a relevância que as responsabilidades ambientais e sociais desempenham atualmente, esta temática promove a adoção de práticas cada vez mais sustentáveis nos pilares Ambiental, Social e de Governança (ESG). A inclusão destes princípios-chave nas estratégias empresariais não só contribui para a preservação do meio ambiente e promoção do bem-estar social, mas também para o aumento da resiliência e adaptabilidade das empresas, o que resulta em empresas e produtos/serviços mais atrativos e confiáveis para os stakeholders, impulsionando a sua competitividade.
* A nível ambiental, deve haver uma aposta em práticas que visem mitigar os impactos negativos que a sua atividade impõe no ambiente, como a descarbonização, gestão de resíduos, preservação da biodiversidade, etc.
* A nível social, devem ser procuradas iniciativas inclusivas, que promovam a diversidade, o respeito pelos direitos humanos, a implementação de políticas que contribuam para o bem-estar dos funcionários, aumentando a sua satisfação e produtividade, entre outras medidas, onde a empresa possa demonstrar que a responsabilidade social está no seu cerne.
* A nível de governança, é fundamental que se garantam as melhores práticas corporativas, de modo a garantir uma confiança crescente na empresa e promover uma cultura de integridade, responsabilidade e transparência.
Destinatários: Ativos empregados – trabalhadores, empresários e gestores – com vínculo laboral às PME participantes.
Em caso de dúvidas no preenchimento, por favor contacte-nos:
Lurdes Figueiredo | Email: lurdes.figueiredo@apcmc.pt | Tel: 225 074 210


