Das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção no ano de 2024, apenas 47 pertencem ao subsetor de ferragens e ferramentas o que significa que 9,4% das empresas deste estudo pertencem a este subsetor.
Gráfico 51 – Volume de negócios global das maiores empresas de distribuição de ferragens e ferramentas (milhares de euros)
As maiores empresas consideradas neste relatório do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas, venderam no seu conjunto um valor ligeiramente superior a 344 milhões de euros no ano de 2024, o que corresponde a um aumento de 5,84% face a 2023 que foi de 325 milhões de euros, sendo que por sua vez representou um aumento de 4,50% face a 2022 (gráfico 51).
Em relação ao ano de 2021, verificou-se em 2022 um acréscimo de 14,21% no volume de negócios. Verifica-se assim que, também neste subsetor existe um crescimento constante do volume de negócios ao longo dos três anos considerados.
Em média cada uma destas empresas vendeu em 2024 cerca de 7,322 milhões de euros, sendo que em 2023 esse valor foi de 6,935 milhões de euros. Em 2022 essa média foi de 6,627 milhões de euros.
Desta forma, verifica-se que nos anos em análise as maiores empresas de distribuição do subsetor de ferragens e ferramentas, apresentaram uma evolução positiva e significativa a nível de volume de negócios.
Face ao bom momento que o subsetor atravessa, as maiores empresas de distribuição de ferragens e ferramentas nos três anos considerados apresentaram tanto na média dos resultados operacionais, dos resultados líquidos e por consequência dos capitais próprios valores claramente positivos e em ascensão, principalmente entre 2023 e 2024 (gráfico 52).
Este subsetor apresenta em média para estas grandezas contabilísticas valores superiores à média das 500 maiores empresas.
Gráfico 52 – Grandezas contabilísticas das maiores empresas do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas
Em 2024 os resultados operacionais médios e por consequência os resultados líquidos médios aumentaram em relação a 2023 (751 392€ em 2024, contra 697 467€ em 2023 nos resultados operacionais médios e 562 379€ em 2024, contra 515 135€ em 2023 no que se refere aos resultados líquidos médios).
Em relação a 2022, o ano de 2023 apresentou decréscimos nas médias destes resultados. Podemos então considerar que o ano para este subsetor foi muito positivo.
No que concerne aos capitais próprios médios, em face dos resultados médios serem positivos, estes apresentam um crescimento consistente, sendo que se fixaram em 2024 no valor de 5,047 milhões de euros (gráfico 52).
Indicadores de estrutura ou endividamento
Como podemos verificar pelo gráfico 53, as empresas do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas têm mantido em termos elevados a média da sua financeira e por consequência, o seu grau de endividamento médio é reduzido.
Por exemplo, para o ano de 2024, a autonomia financeira situa-se na casa dos 69,34%, o que significa que estas empresas apresentam no seu conjunto uma boa autonomia financeira, já que quase 70% dos ativos são financiados por capitais próprios.
Em 2023, essa autonomia cifrou-se em cerca de 70,44%, ou seja, o subsetor está em termos médios está a manter a sua elevada autonomia financeira.
Gráfico 53 – Autonomia financeira e endividamento das maiores empresas do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas
Em face da média da autonomia financeira estar praticamente inalterada, o endividamento médio das empresas também permaneceu inalterado tendo-se fixado em 30% dos ativos, apresentando assim estas empresas na sua média, um baixo risco de insolvência.
No gráfico 54 encontra-se evidenciada a estrutura de endividamento e a solvabilidade em termos médios das empresas de distribuição do subsetor de ferragens e ferramentas entre 2022 e 2024.
Como podemos verificar, a solvabilidade em termos médios aumentou cerca dezasseis pontos percentuais entre 2022 e 2024, apesar de ter diminuído entre 2023 e 2024.
Assim, em 2024 por cada 100 euros de passivos, estas empresas na sua média dispunham de mais 226 euros de capitais próprios, o que representa uma excelente solvabilidade média das empresas consideradas.
Esta solvabilidade média é claramente superior à apresentada pelas 500 maiores empresas.
Gráfico 54 – Solvabilidade e estrutura do endividamento das empresas do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas
No que concerne à estrutura média do endividamento, entre 2023 e 2024, o valor reduziu-se cerca de três pontos percentuais, no entanto em 2023 aumentou sete pontos percentuais em relação a 2022.
O ano de 2024 encerrou com um valor médio de 78,76%, ou seja, o endividamento a curto prazo em relação ao endividamento total encontra-se com um valor similar à média das 500 maiores empresas deste setor.
Gráfico 55 – Capacidade de endividamento a curto, médio e longo prazos e rácio Debt-to-Equity
No que se refere à capacidade média de endividamento a curto prazo das maiores empresas do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas e como podemos verificar no gráfico 55, entre 2022 e 2024 situa-se abaixo de 0,3 o que significa que estas empresas, caso necessitem, em termos médios, apresentam uma elevada capacidade de endividamento a curto prazo.
Por seu lado, na capacidade média de endividamento a médio e longo prazo, o seu valor entre 2023 e 2024 diminuiu ligeiramente tendo terminado a ano em 0,91, o que significa que em termos médios a dependência face a terceiros aumentou ligeiramente.
Por fim, em relação ao rácio médio Debt-to-Equity, entre 2022 e 2024 o valor aumentou ligeiramente terminando 2024 em 0,44.
Apesar deste aumento os capitais próprios médios destas empresas encontram-se claramente acima do apresentado pelas 500 maiores empresas (gráfico 55).
Indicadores de funcionamento e de liquidez
O indicador de liquidez “Liquidez geral” constante do gráfico 56, situa-se sempre superior a três entre 2022 e 2024. Assim, para o caso do ano de 2024, os ativos correntes médios destas maiores empresas suplantam em mais do triplo (3,06 vezes) os passivos correntes médios, evidenciando que estas empresas de uma forma geral não deverão enfrentar problemas de tesouraria no curto prazo.
Por cada 100 euros de passivos de curto prazo, estas empresas em termos médios dispõem de 306 euros de ativos de curto prazo, valor que é claramente superior à média das 500 maiores empresas deste setor.
Gráfico 56 – Rotação do ativo e liquidez geral das empresas do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas
Já em relação à rotação dos ativos, podemos referir que os mesmos estão a manter a sua eficiência, dado que estão a gerar de ano para ano volumes de negócios similares.
Em 2024, por cada euro de ativos, as empresas deste subsetor em termos médios vendiam 1,01 euros.
O volume de investimentos que é necessário efetuar neste subsetor será o motivo essencial para que apresente o valor mais baixo neste indicador, de todos os subsetores considerados.
Gráfico 57 – Prazo médio de recebimentos e de pagamentos das empresas do subsetor distribuição de ferragens e ferramentas
Verificamos através do gráfico 57 que em média as maiores empresas do subsetor de ferragens e ferramentas pagam aos seus fornecedores antes de receberem dos clientes, com uma diferença em 2024 de quinze dias.
Verificamos também que o prazo médio de pagamentos e o de recebimentos tem aumentado nos três anos considerados.
O prazo médio de pagamentos encerrou o ano de 2024 em 46 dias e o de recebimentos em 60 dias.
Indicadores de rendibilidade
O gráfico 58, evidencia seis dos oito indicadores de rendibilidade considerados neste no nosso relatório. Como os resultados operacionais médios e por consequência os líquidos médios em 2024 aumentaram, verificou-se neste ano um ligeiro aumento nalgumas rentabilidades.
A rentabilidade económica ficou praticamente inalterada entre 2023 e 2024, o que implicou que a capacidade dos ativos em gerarem resultados praticamente manteve-se.
Em relação à rentabilidade dos capitais próprios aumentou ligeiramente, terminado o ano de 2024 em 11,14%. Esta rendibilidade é superior à verificada para as 500 maiores.
Gráfico 58 – Indicadores de rendibilidade das empresas do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas
Em relação às margens operacionais médias e líquidas médias dos volumes de negócios, em consonância com a rendibilidade anterior o seu valor apresentou um ligeiro aumento entre 2023 e 2024.
As margens operacionais do volume de negócios em 2024 rondaram os 10% e por sua vez as margens líquidas dos volumes de negócios rondaram os 7%.
O gasto médio com o pessoal em relação ao volume médio de negócios situou-se nos três anos em torno dos 11%, o que revela estabilidade neste indicador.
Em relação ao valor médio relativo do EBITDA em relação às receitas operacionais médias das empresas deste subsetor, o seu valor entre 2023 e 2024 aumentou ligeiramente, tendo terminado o ano de 2024 em 12,05%.
Trata-se de uma eficiência claramente superior à demonstrada pelas receitas operacionais médias das 500 maiores empresas.
No que se refere à margem bruta média das empresas de distribuição de ferragens e ferramentas como podemos verificar no gráfico 59, tem permanecido de certa forma constante, tendo encerrado o ano de 2024 em 32,96%.
Gráfico 59 – Margem bruta média das empresas de distribuição de ferragens e ferramentas
Outros indicadores
Gráfico 60 – Indicadores de rendibilidade das empresas do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas
O volume de negócios médio por trabalhador tem aumentado de uma forma consecutiva entre 2022 e 2024, sendo que o gasto médio por trabalhador acompanhou esse crescimento.
No ano de 2024, o volume de negócios por trabalhador ascendeu a 244 609€ e o gasto médio por trabalhador foi de 28 995€ (gráfico 60).
| 2022 | 2023 | 2024 | |
| Número total de trabalhadores | 1 336 | 1 360 | 1 407 |
| Número médio de trabalhadores | 28 | 29 | 30 |
| Carga fiscal | 16,37% | 22,55% | 22,09% |
Tabela 6 – Valores para o subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas
Como se pode constatar na tabela 6, as empresas do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas no seu conjunto estão a aumentar os postos de trabalho, tendo no ano de 2024 ao seu serviço 1 407 trabalhadores, sendo que a média entre 2022 e 2024 aumentou dois trabalhadores.
Em relação à carga fiscal média, diminuiu ligeiramente entre 2023 e 2024. Em 2023, a carga fiscal média corporativa situou-se em 22,09% em relação aos resultados antes de impostos médios, e em 2024 foi de 22,09%.
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Download dos Ficheiros:
2024 Poderá descarregar em PDF a edição do Ranking das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção de 2024. Descarregue os ficheiros em formato excel: – Indicadores |


