Caixilharia de Alumínio

Das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção no ano de 2024, apenas 24 pertencem ao subsetor de caixilharia de alumínio, o que significa que apenas 4,8% das empresas pertencem a este subsetor.

Gráfico 61 – Volume de negócios global das maiores empresas de caixilharia de alumínio (milhares de euros)

As maiores empresas consideradas neste relatório do subsetor de caixilharia de alumínio, venderam no seu conjunto um valor ligeiramente superior a 142 milhões de euros no ano de 2024, o que corresponde a um aumento de 2,32% face a 2023 que foi de 139 milhões de euros, sendo que por sua vez representou uma diminuição de 2,27% em relação a 2022 (gráfico 61).

Em relação ao ano de 2021, verificou-se em 2022 um acréscimo de 3,48% no volume de negócios.

Em média, cada uma destas empresas vendeu em 2024 cerca de 5,945 milhões de euros, sendo que em 2023 esse valor foi de 5,810 milhões de euros. Em 2022, essa média foi de 6,337 milhões de euros.

Desta forma, verifica-se que entre 2023 e 2024, o volume médio de negócios destas empresas diminuiu cerca de 100 mil euros.

Face ao bom momento que o subsetor atravessa, as maiores empresas de distribuição de caixilharia de alumínio, nos três anos considerados apresentaram tanto na média dos resultados operacionais, dos resultados líquidos e por consequência dos capitais próprios, valores claramente positivos (gráfico 62).

Apesar de serem positivos, entre 2023 e 2024 os resultados operacionais e por consequência os líquidos diminuíram ligeiramente, mas são superiores à média das 500 maiores empresas.

Gráfico 62 – Grandezas contabilísticas das maiores empresas do subsetor de caixilharia de alumínio

Em 2024, os resultados operacionais médios e por consequência os resultados líquidos médios evidenciarem uma ligeira diminuição em relação a 2023 (678 949€ em 2023, contra 621 394€ em 2024 nos resultados operacionais médios e 531 204€ em 2023, contra 501 214€ em 2024, no que se refere aos resultados líquidos médios).

Em relação a 2022, o ano de 2023 também apresentou decréscimos nas médias destes resultados. Mesmo com esta diminuição média, podemos referir que o ano de 2023 foi um positivo para este subsetor.

No que concerne aos capitais próprios médios, em face dos resultados médios serem positivos, estes apresentam um crescimento consistente, cifram-se no ano de 2024 num valor superior a 5,5 milhões de euros.

Indicadores de estrutura ou endividamento

 Como podemos verificar pelo gráfico 63, as empresas do subsetor de caixilharia de alumínio têm reforçado a média da sua autonomia financeira e por consequência o seu grau de endividamento médio tem sido reduzido.

Por exemplo, para o ano de 2024, a autonomia financeira situa-se na casa dos 76%, o que significa que estas empresas em termos médios apresentam no seu conjunto uma boa autonomia financeira, já que mais de 76% dos ativos são financiados por capitais próprios.

Em 2023, essa autonomia cifrou-se em 75% e em 2021 situou-se em 72%, ou seja, o subsetor está em termos médios a aumentar a sua autonomia financeira.

Gráfico 63 – Autonomia financeira e endividamento das maiores empresas do subsetor de caixilharia de alumínio

 

Em face da autonomia financeira estar a aumentar, o endividamento encontra-se em redução, tendo-se fixado em 23,72% dos ativos no ano de 2024.

Desta forma estas empresas apresentam em média um baixo risco de insolvência.

No gráfico 64, encontra-se evidenciada a estrutura de endividamento e a solvabilidade em termos médios das empresas de distribuição do subsetor de caixilharia de alumínio entre 2022 e 2024.

Como podemos verificar no gráfico, no tocante à solvabilidade, entre 2023 e 2024 aumentou cerca de dezasseis pontos percentuais, sendo que também já tinha aumentado de uma forma elevada entre 2022 e 2023.

Assim em 2024, por cada 100 euros de passivos, estas empresas na sua média dispunham de mais de 321 euros de capitais próprios, o que representa uma excelente solvabilidade das empresas consideradas.

Gráfico 64 – Solvabilidade e estrutura do endividamento das empresas do subsetor de caixilharia de alumínio

No que concerne à estrutura média do endividamento, entre 2022 e 2024, o valor manteve-se praticamente inalterado em cerca de 90%.

Apesar do endividamento a curto prazo em relação ao endividamento a longo prazo ser positivo, este subsetor apresenta um valor superior à média das 500 maiores empresas.

Gráfico 65 – Capacidade de endividamento a curto, médio e longo prazos e rácio Debt-to-Equity

No que se refere à capacidade média de endividamento a curto prazo das maiores empresas do subsetor de caixilharia de alumínio e como podemos verificar no gráfico 65, em 2024 manteve o valor de 2023 e situou-se em 0,22.

Este facto significa que caso necessitem estas empresas estão a manter a sua capacidade de endividamento de curto prazo.

Por seu lado, na capacidade média de endividamento a médio e longo prazo, o seu valor manteve-se entre 2022 e 2024, o que significa que a dependência média face a terceiros se encontra estável.

Podemos também considerar que, estas empresas deste subsetor apresentam em termos médios uma boa capacidade de financiamento a médio e longo prazo.

Por fim, em relação ao rácio médio Debt-to-Equity, entre 2022 e 2024 o seu valor tem-se vindo a reduzir, terminando 2024 em 0,31.

Os capitais próprios médios destas empresas estão a ser fortalecidos em relação aos passivos totais, aumentando assim a solidez financeira destas empresas, em termos médios.

Indicadores de funcionamento e de liquidez

O indicador de liquidez “Liquidez geral” conforme se pode verificar no gráfico 60, situa-se em 2024 num valor superior a três, o que significa que para esse ano os ativos correntes médios destas maiores empresas suplantam em mais do triplo (3,22 vezes) os passivos correntes médios, evidenciando que estas empresas de uma forma geral não deverão enfrentar problemas de tesouraria no curto prazo.

Por cada 100 euros de passivos de curto prazo, estas empresas em termos médios dispõem de 322 euros de ativos de curto prazo, valor que é superior à média das 500 maiores empresas. (gráfico 66).

Gráfico 66 – Rotação do ativo e liquidez geral das empresas do subsetor de distribuição de ferragens e ferramentas

Já em relação à rotação dos ativos, podemos referir que os mesmos têm diminuído desde 2022, ou seja, em termos médios os ativos estão a gerar volumes de negócios inferiores.

Em 2024 por cada euro de ativos, as empresas deste subsetor em termos médios venderam 0,81 euros, quando em 2023 era de 0,85 euros.

Gráfico 67 – Prazo médio de recebimentos e de pagamentos das empresas do subsetor distribuição de ferragens e ferramentas

Verificamos através do gráfico 67 que, em média as maiores empresas do subsetor de ferragens e ferramentas pagaram aos seus fornecedores antes de receberem dos clientes, com uma diferença em 2024 de treze dias.

Em 2024 o prazo médio de recebimentos situou-se nos 78 dias e o de pagamentos em 65 dias.

Indicadores de rendibilidade

O gráfico 68, evidencia seis dos oito indicadores de rendibilidade considerados no nosso relatório. Como os resultados operacionais e líquidos médios apresentaram uma diminuição ente 2023 e 2024, no subsetor de caixilharia de alumínio verifica-se neste último ano uma diminuição das rentabilidades.

A rentabilidade económica encerrou 2024 com um valor de 8,48% ao passo que em 2023 era de 9,97%.

Desta forma, a capacidade dos ativos em gerarem resultados encontram-se em diminuição, mas apresenta um valor superior à média das 500 maiores empresas em todos os anos considerados.

Em 2024 cada euro de ativos destas empresas gerou uma rendibilidade económica superior a oito cêntimos.

Seguindo a mesma trajetória da rendibilidade anterior, a rendibilidade dos capitais próprios atingiu em 2024 o valor de 8,96%. Esta rendibilidade também é superior à verificada para as 500 maiores empresas.

Gráfico 68 – Indicadores de rendibilidade das empresas do subsetor de caixilharia de alumínio

Em relação às margens operacionais médias e líquidas dos volumes de negócios, em consonância com as duas rendibilidades anteriores os seus valores apresentam uma ligeira diminuição entre 2023 e 2024, sendo que a primeira se situa em torno dos 10% e a segunda em torno dos 8% para o ano de 2024, o que se pode considerar positivo.

O gasto médio com o pessoal em relação ao volume médio de negócios situou-se em 2024 nos quase 14%, valor superior ao verificado nos dois anos anteriores.

Neste subsetor continua-se a verificar um rácio de gastos com o pessoal em relação ao volume de negócios superior à média das 500 maiores empresas.

Em relação ao valor médio relativo do EBITDA em relação às receitas operacionais médias das empresas deste subsetor, o seu valor em 2024 apresenta um decréscimo de um ponto percentual em relação a 2023, tendo terminado o ano de 2024 em mais de 12%.

Trata-se de uma eficiência superior à demonstrada pelas receitas operacionais médias das 500 maiores empresas.

No que se refere à margem bruta média das empresas de distribuição de caixilharia de alumínio como podemos verificar no gráfico 69, depois da diminuição de dois pontos percentuais em 2023, o seu valor permaneceu quase inalterado em 2024.

A margem bruta média destas empresas de caixilharia de alumínio encerrou 2024 com o valor de 35,20%, o que se revela uma excelente margem bruta média e muito acima da média das 500 maiores empresas do setor.

Gráfico 69 – Margem bruta média das empresas de distribuição de caixilharia de alumínio

Outros indicadores

 Gráfico 70 – Indicadores de rendibilidade das empresas do subsetor de caixilharia de alumínio

 O volume de negócios médio por trabalhador diminuiu entre 2023 e 2024, em face da diminuição do volume de negócios médio.

No ano de 2024, o volume de negócios por trabalhador ascendeu a 194 950€ e o gasto médio por trabalhador foi de 26 963€ (gráfico 70).

Neste subsetor, tanto o volume médio de negócios por trabalhador como o gasto médio por trabalhador apresentam valores mais reduzidos que a média das 500 maiores empresas do setor.

2022 2023 2024
Número total de trabalhadores 705 687 732
Número médio de trabalhadores 29 29 31
Carga fiscal 17,17% 20,22% 17,33%

Tabela 7 – Valores para o subsetor de distribuição de caixilharia de alumínio

Como se pode constatar na tabela 7, as empresas do subsetor de distribuição de materiais de construção no seu conjunto aumentaram o seu número de funcionários no ano de 2024, passando a ter um total de 732 trabalhadores.

O número médio de trabalhadores por empresa fixou-se em 31.

Em relação à carga fiscal média, diminuiu entre 2023 e 2024.

Em 2023, a carga fiscal média corporativa situou-se em 20,22% em relação aos resultados antes de impostos médios, e em 2024 foi de 17,33%.

 

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Download dos Ficheiros:

2024

Poderá descarregar em PDF a edição do Ranking das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção de 2024.

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