Das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção no ano de 2024, apenas 29 pertencem a outros subsetores, o que significa que 5,8% das empresas pertencem a outros subsetores.
Estão inseridas nesta categoria, empresas que atendendo à sua atividade pertencem ao setor de distribuição de materiais de construção, mas como são em número reduzido não faz sentido serem analisadas no seu subsetor.
Exemplos destas atividades são: pavimentos e revestimentos, móveis de cozinha e banho, rochas ornamentais, vidros, sistemas de segurança e domótica, revestimentos e perfilados, material elétrico, estores e proteção solar e eletrodomésticos.
Gráfico 91 – Volume de negócios global das maiores empresas de outros setores (milhares de euros)
As maiores empresas consideradas neste relatório e inseridas em outros subsetores, venderam no seu conjunto um valor ligeiramente superior a 161 milhões de euros no ano de 2024, o que corresponde a um aumento de 4,29% face a 2023 que foi de 154 milhões de euros, sendo que representou uma diminuição de 11,60% face a 2022 (gráfico 91).
Em relação ao ano de 2021, verificou-se em 2022 um acréscimo de 8,45% no volume de negócios.
Verifica-se assim que, existe uma recuperação em 2024 do nível de volume de negócios médio destas empresas.
Em média cada uma destas empresas vendeu em 2024 cerca de 5,567 milhões de euros, sendo que em 2023 esse valor foi de 5,338 milhões de euros.
Em 2022 essa média foi de 6,038 milhões de euros.
Gráfico 92 – Grandezas contabilísticas das maiores empresas dos outros subsetores
Em 2024 os resultados operacionais médios e por consequência os resultados líquidos médios permaneceram constantes em relação a 2024 (378 328€ em 2023, contra 381 745€ em 2024 nos resultados operacionais médios e 266 111€ em 2023, contra 266 181€ em 2024 no que se refere aos resultados líquidos médios).
Em relação a 2022, o ano de 2023 apresentou decréscimos nas médias destes resultados.
Como também podemos observar no gráfico 92, no que concerne aos capitais próprios médios em face dos resultados médios serem positivos, estes apresentam um crescimento consistente, situando-se no ano de 2024 num valor superior a 2,4 milhões de euros.
Indicadores de estrutura ou endividamento
Como podemos verificar pelo gráfico 93, as empresas de outros subsetores têm reforçado a média da sua autonomia financeira e por consequência o seu grau de endividamento médio tem sido reduzido entre 2022 e 2024.
Por exemplo para o ano de 2024, a autonomia financeira situa-se na casa dos 53,56%, o que significa que estas empresas em termos médios apresentam no seu conjunto uma boa autonomia financeira, já que mais de 53% dos ativos são financiados por capitais próprios.
Em 2023 essa autonomia cifrou-se em 52,99% e no ano 2022 em 48,76%, ou seja, o subsetor está em termos médios a aumentar a sua autonomia financeira.
Gráfico 93 – Autonomia financeira e endividamento das maiores empresas de outros subsetores
Em face da autonomia financeira ter aumentado em 2024 cerca de um ponto percentual em relação a 2023, o endividamento médio destas empresas reduziu-se na mesma importância tendo-se fixado em 46,44% dos ativos, apresentando assim estas empresas na sua média um baixo risco de insolvência.
No gráfico 94 encontra-se evidenciada a estrutura de endividamento e a solvabilidade em termos médios das empresas de outros subsetores entre 2022 e 2024.
Como podemos verificar no referido gráfico, no tocante à solvabilidade, entre 2022 e 2024 aumentou cerca de 20 pontos percentuais.
Assim em 2024, por cada 100 euros de passivos, estas empresas na sua média dispunham de 115 euros de capitais próprios, o que representa uma razoável solvabilidade das empresas consideradas.
No que concerne à estrutura média do endividamento, entre 2023 e 2024, o valor aumentou cerca de três pontos percentuais, encerrando 2024 em 78,39%, ou seja, o endividamento a curto prazo em relação ao endividamento total está a aumentar ligeiramente.
Gráfico 94 – Solvabilidade e estrutura do endividamento das empresas de outros subsetores
Gráfico 95 – Capacidade de endividamento a curto, médio e longo prazos e rácio Debt-to-Equity
No que se refere à capacidade média de endividamento a curto prazo das maiores empresas de outros subsetores como podemos verificar no gráfico 95, em 2024 era de 0,36 o que significa que estas empresas, caso necessitem, em termos médios, ainda não esgotaram a sua capacidade de endividamento a curto prazo.
Por seu lado, na capacidade média de endividamento a médio e longo prazo, o seu valor era de 0,84 em 2024, o que significa que estas empresas na sua média também não esgotaram a sua capacidade de endividamento e médio e longo prazo.
Por fim, em relação ao rácio médio Debt-to-Equity, entre 2022 e 2024 o seu valor diminuiu, terminando 2024 em 0,87.
Os capitais próprios médios destas empresas estão a ser fortalecidos em relação aos passivos totais, aumentando assim a solidez financeira destas empresas, em termos médios (gráfico 95).
Indicadores de funcionamento e de liquidez
O indicador de liquidez “Liquidez geral entre 2023 e 2024 diminuiu de valor e encerrou o ano de 2024 em 2,08. Assim, para o caso do ano de 2024, os ativos correntes médios desta variedade de empresas suplantam em 2,08 vezes os passivos correntes médios, evidenciando que estas empresas de uma forma geral não deverão enfrentar problemas de tesouraria no curto prazo.
Por cada 100 euros de passivos de curto prazo, estas empresas em termos médios dispõem de 208 euros de ativos de curto prazo (gráfico 96).
Gráfico 96 – Rotação do ativo e liquidez geral das empresas de outros subsetores
Já em relação à rotação dos ativos, podemos referir que os mesmos diminuíram entre 2023 e 2024, o que significa que em termos médios estas empresas estão a diminuir a sua eficiência na utilização dos ativos para gerarem volume de negócios.
Em 2024, por cada euro de ativos, as empresas deste subsetor em termos médios vendiam 1,21 euros, sendo este valor semelhante à média das 500 maiores empresas do setor.
Gráfico 97 – Prazo médio de recebimentos e de pagamentos das empresas de outros subsetores
Verificamos através do gráfico 97 que, tal como constatado nos restantes subsetores, em média as maiores empresas de outros subsetores, pagam aos seus fornecedores antes de receberem dos clientes, mas neste caso com uma diferença em 2024 de cinco dias.
Verificamos também que o prazo médio de recebimentos e o de pagamentos aumentou entre 2023 e 2024.
Em 2024 o prazo médio de recebimentos situou-se nos 73 dias e o de pagamentos em 67 dias.
Indicadores de rendibilidade
O gráfico 98, evidencia seis dos oito indicadores de rendibilidade considerados no nosso relatório. Em todos estes indicadores que se referem em termos médios a uma variedade de empresas, os valores são mais favoráveis para estas empresas do que os médios das 500 maiores.
No entanto, no que se refere à média da rendibilidade económica apresentou uma ligeira redução entre 2023 e 2024, terminando este último ano em 8,39%.
Desta forma, a capacidade dos ativos em gerarem resultados estão a diminuir.
No ano de 2024, cada euro de ativos destas empresas gerou uma rendibilidade económica de 8,39 cêntimos, ao passo que em 2023 gerou 8,55 cêntimos.
Por seu lado a rendibilidade média dos capitais próprios permaneceu praticamente constante entre 2023 e 2024. Tendo atingido em 2024 o valor de 10,83%.
Esta rendibilidade é superior à média verificada nas 500 maiores empresas.
Gráfico 98 – Indicadores de rendibilidade das empresas de outros subsetores
As margens operacional e líquida do volume de negócios praticamente mantiveram o seu valor (apesar de ligeiras reduções) nos três anos considerados, apresentando em 2024 os valores de 6,86% para a operacional e 4,78% para a líquida.
O gasto médio com o pessoal em relação ao volume médio de negócios aumentou quase um ponto percentual entre 2023 e 2024, encerrando o ano de 2024 nos 10,33%, enquanto para 2023 esse valor foi de 9,34%.
No que se refere à margem bruta média das empresas de distribuição de outros subsetores, como podemos verificar no gráfico 99, que aumentou mais de um ponto percentual entre 2023 e 2024, situando-se no último ano nos 25,63%.
Gráfico 99 – Margem bruta média das empresas de outros subsetores
Outros indicadores
Tal como nos restantes subsetores contemplados neste estudo, o volume de negócios médio por trabalhador diminuiu entre 2022 e 2024, sendo que o gasto médio por trabalhador aumentou cerca de 2 200€ em 2024 em comparação a 2023.
No ano de 2024, o volume de negócios por trabalhador ascendeu a 287 818€ e o gasto médio por trabalhador foi de 29 745€ (gráfico 100).
Gráfico 100 – Indicadores de rendibilidade das empresas de outros subsetores
| 2022 | 2023 | 2024 | |
| Número total de trabalhadores | 507 | 526 | 561 |
| Número médio de trabalhadores | 17 | 18 | 19 |
| Carga fiscal | 20,49% | 21,23% | 21,68% |
Tabela 10 – Valores para as empresas de outros subsetores
Como se pode verificar na tabela 10, as empresas de outros subsetores, no seu conjunto empregam no ano de 2024 mais 35 trabalhadores do que em 2023, fazendo elevar a média de 18 para 19 trabalhadores por empresa.
A carga fiscal média corporativa desta variedade de empresas entre 2023 e 2024 aumentou ligeiramente de 21,23% em 2023 para 21,68% em 2024.
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Download dos Ficheiros:
2024 Poderá descarregar em PDF a edição do Ranking das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção de 2024. Descarregue os ficheiros em formato excel: – Indicadores |


