Boletim Materiais de Construção nº 386

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Não há crise!

As coisas continuam a correr bem no setor da construção, o mercado imobiliário retomou a dinâmica e, nos materiais de construção, “não há mãos a medir”.

Com efeito, o último estudo de conjuntura da APCMC, relativo à atividade de abril a junho e às perspetivas para o terceiro trimestre, revela que 87% dos comerciantes inquiridos consideram a atividade “BOA”, 57% informaram que as vendas tinham aumentado durante este período e 37% esperavam que continuassem a aumentar até setembro.

O maior problema neste momento continua a ser o da gestão das entregas, prejudicadas pela já conhecida escassez de matérias-primas e pelas perturbações da logística mundial, que ainda são causadoras de atrasos na produção e nos transportes e, também, de aumentos sucessivos e demasiado frequentes dos preços de grande parte dos produtos.

É claro que ninguém pode dizer durante quanto tempo isto vai continuar e até há quem antecipe algum arrefecimento do mercado a partir de meados de 2022, causado, sobretudo, por alguma retração da procura em consequência do aumento dos preços dos produtos, mas também dos serviços de construção e do próprio imobiliário, que em alguns casos ultrapassou os limites do razoável.

A verdade é que, entre nós, existem fatores que podem contrariar os eventuais e previsíveis efeitos negativos do crescimento dos preços sobre a procura. Há certamente limites para os preços que o mercado pode pagar e os promotores irão repensar aqueles projetos que se aproximam ou ultrapassam certos limiares de risco. Mas, no capítulo dos preços das matérias-primas e dos produtos, o fenómeno atual é transitório e será tanto mais breve quanto a quebra da procura nos mercados onde ela se revelar mais elástica em função do preço vier a ocorrer.

Como dizíamos, em Portugal ainda existe um défice assinalável de oferta de habitação nos maiores centros urbanos, que o ritmo atual de construção (a trabalhar além da sua capacidade) não consegue satisfazer, mesmo considerando que seria possível ajustar o tipo de habitação atualmente promovida à capacidade económica daqueles que dela têm necessidade.

E, depois há ainda o PRR e o novo Quadro Comunitário de Apoio, para apoiar investimentos em habitação, hospitais, escolas, empresas e obras públicas. Considerando apenas os fundos do PRR, pretende-se construir ou recuperar 26 mil habitações até 2025 e ainda, no mesmo período, serão disponibilizados mais de 600 milhões de euros para a melhoria da eficiência energética das habitações.

Problema mesmo vai ser conseguir fazer tudo!

 

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