Boletim Materiais de Construção nº 438

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Hora de ser solidários

Na última semana de janeiro, uma tempestade de dimensões inéditas abateu-se sobre algumas zonas da Região Centro do país, em particular Leiria, Marinha Grande, Ourém e Pombal, destruindo, sobretudo, telhados e coberturas de muitos milhares de habitações, fábricas armazéns, escolas e serviços públicos, mas também quilómetros da rede elétrica de muito alta tensão e uma boa parte das redes de média e baixa tensão, que deixaram sem energia, água e comunicações uma grande parte da população e das empresas.

Perderam-se vidas e os prejuízos materiais são elevadíssimos.

O governo já avançou com medidas de subsídio, financiamento, isenções e adiamento de prazos para cumprimento de obrigações legais, que são muito importantes, mesmo que se adita nunca serem suficientes.

Mas o mais importante nesta altura e, sem duvida, o mais urgente é reparar os estragos e repor a normalidade possível. Faltando a energia, a água e as comunicações, falta quase tudo. Mas falta também todo o resto, que não é pouco.

Uma das prioridades passa por reconstruir os edifícios, os armazéns e as fábricas, para que a vida das pessoas e a economia possam avançar.

O espírito solidário é apanágio dos portugueses e desde a primeira hora, milhares de voluntários e empresas se mobilizaram para fazer chegar à região os bens mais necessários neste momento. Os comerciantes e os fabricantes de materiais de construção estão também a contribuir desde a primeira hora com a entrega dos produtos e equipamentos que as autoridades identificaram como mais urgentes.

O maior desafio, contudo, vai ser a capacidade de mobilizar os recursos técnicos e, sobretudo, os humanos para a reparação dos estragos e a reconstrução. Todos sabemos que a construção vive há anos em stress de mão-de-obra. As empresas de construção e as equipas especializadas de instaladores terão que ser redirecionadas para esta tarefa e isso deve ser responsabilidade do estado que tem inúmeras obras em curso.

Mas todos, cidadão e empresas, temos que colaborar e, na medida do possível, responder a esta urgência dos nossos concidadãos e de uma boa parte da economia nacional que está na região e cuja paralisação nos torna, cada dia que passa, mais pobres.

 

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