Revista nº 214 || Dossier Inovação na Renovação e Reabilitação

Carlos Rosa    Revista nº 214
|| Dossier Inovação na Renovação e Reabilitação
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Estimado Colegas,

O mau tempo que assolou Portugal na sequência da tempestade Kristin, deixou marcas profundas em várias regiões do país, com o epicentro na região de Leiria. Habitações danificadas, infraestruturas comprometidas, famílias desalojadas e comunidades inteiras confrontadas com a urgência da reconstrução. No entanto, no meio deste cenário de destruição, emergiu algo igualmente poderoso: uma onda de solidariedade que mais uma vez revelou o lado mais humano de todo o país, de modo particular observado no setor dos materiais de construção.

Perante a dimensão dos danos, os comerciantes e distribuidores de materiais de construção não hesitaram. Antes mesmo de avaliações formais estarem concluídas, já camiões seguiam para as zonas mais afetadas com paletes de telhas, cimento, placas de gesso cartonado, coberturas provisórias, isolamentos, ferramentas, lonas e outros materiais essenciais à emergência da reconstrução.

O setor demonstrou, de forma inequívoca, que a sua missão vai além da atividade comercial. A responsabilidade social não ficou no discurso institucional – materializou-se em doações concretas, logística organizada, articulação com autarquias e apoio direto às populações.

Muitas empresas mobilizaram colaboradores voluntários, criaram fundos internos de apoio e estabeleceram parcerias com associações locais.

Este momento trouxe ao de cima aquilo que, por vezes, fica invisível no dia a dia empresarial: o valor humano dos empresários e das equipas do nosso setor.

Não se tratou apenas de fornecer produtos. Tratou-se de compreender a urgência, de agir e de colocar a capacidade operacional ao serviço da comunidade.

Num setor frequentemente associado a números, volumes e margens, foi a dimensão humana que mais se destacou.

A reconstrução física das zonas afetadas é uma prioridade. Mas, paralelamente, reconstruiu-se também a confiança coletiva na capacidade de resposta do tecido empresarial nacional.

O setor dos materiais de construção mostrou que faz mais do que fornecer produtos e serviços ao serviço da construção de edifícios: constrói redes de apoio, fortalece comunidades e demonstra que a competitividade pode coexistir com solidariedade.

Em tempos de adversidade, mede-se a verdadeira dimensão das organizações. E neste momento exigente, os distribuidores e comerciantes de materiais de construção estiveram à altura – com rapidez, com generosidade e com um profundo sentido de responsabilidade social.

Que este episódio, apesar das suas consequências difíceis, fique também registado como um testemunho da dimensão humana que os nossos empresários e as suas equipas deixaram transparecer.

Num contexto económico cada vez mais competitivo, é fácil reduzir a ação empresarial a métricas de desempenho. Contudo, empresas que incorporam uma cultura solidária constroem algo intangível, mas decisivo: a dimensão social.

Num momento de crise, é esse capital que sustenta respostas rápidas e eficazes. Fora das crises, é ele que alimenta relações comerciais baseadas em respeito e cooperação.

Muito Obrigado!

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