Revista nº 199 || Novos Materiais e Tecnologias

Revista nº 199 || Dossier Novos Materiais e Tecnologias
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Caro colega,

Muitos de nós se interrogarão sobre para onde caminhamos.
Carlos Rosa

Parece que a distribuição de materiais de construção está mais uma vez a passar ao lado da grave crise que vivemos no domínio energético e da falta e custo de matérias-primas essenciais para o dia-a-dia de muitas empresas e, consequentemente, para todos nós.

Os nossos fornecedores fabricantes de materiais de construção estão a suportar condições insuportáveis, diria, tendo em conta a necessária conjugação da manutenção da sua atividade com o planeamento que qualquer indústria exige, por mais simples que seja o seu processo. Pelo menos tem que saber que produtos produzir em cada momento de determinado período de tempo. Será que sabem quanto lhes vai custar e a que preço vender a produção que planeiam fazer?

E os nossos clientes construtores ou aplicadores? Não nos passa pela cabeça que não orçamentem uma obra que irão realizar e que fará parte da sua carteira de encomendas para os próximos meses, mas como saberão a que preço fechar contrato com os seus clientes, grandes ou pequenos? E quando o fazem, podem rever os preços, refletindo as alterações de preço de acordo com o preço dos materiais no momento do seu consumo?

Estamos perante um verdadeiro quebra cabeças, pelo menos nos próximos meses. Deus queira que seja curto este período de turbulência.

Mas mesmo que seja curto, trará sempre inevitáveis consequências para todos. Ninguém está à margem deste problema.

De imediato condiciona a situação financeira das empresas, que tinham os seus resultados ligados a um eficiente sistema produtivo. E, como consequência, é previsível que o risco aumente e que se deteriorarem as suas condições de crédito.

A curto e médio prazo a quebra de confiança económica irá produzir os seus efeitos e projetos que estavam na calha ficarão a aguardar que passe a dita turbulência. Podemos então assistir a uma diminuição da atividade da construção.

Mas como já tenho referido em ocasiões anteriores, por trás de uma nuvem negra há sempre um sol radiante! Esta turbulência irá dar lugar a um ambiente mais previsível e, como as necessidades das famílias e das empresas não desaparecem de todo, iremos voltar a uma certa normalidade que é necessário preparar.

Este ano de 2022 é o ano de voltar aos grandes eventos presenciais associativos. E nada melhor que ouvir e partilhar o que se pensa sobre as últimas do nosso setor. Pois bem, devo aqui realçar o nosso Congresso, que se realiza de 22 a 24 de Setembro, com a tarde do dia 22 a ser reservada aos congressistas Portugueses e os dias 23 e 24 alargados aos nossos colegas Europeus. Será um momento alto e cheio de oportunidades para o nosso networking e conhecimento das tendências da distribuição de materiais de construção com especialistas europeus – não falte!

De 13 a 16 de outubro realiza-se a grande Concreta. Esta feira irá ter a nossa estreita colaboração, aproveitando ainda a ocasião para realizar, no dia 13, a Grande Conferência APCMC, um momento alto da participação de diversos colegas nossos sob um tema que não nos será indiferente.

Resta-me desejar que se alcance uma paz duradoura no leste da Europa e, muito especialmente, que as famílias ucranianas se voltem a reunir rapidamente e possam voltar a sonhar com o seu país livre e próspero.

Bons negócios e espírito associativo!

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