A CCP, Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, cuja Direção a APCMC integra, analisou o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) do Governo, que se encontra em consulta pública, que lhe mereceu os comentários e recomendações que pode consultar aqui.
Em síntese, na perspetiva da CCP, o PRR:
- Padece de enquadramento com os demais instrumentos para a década, quer o atual PT 2020, em execução até 2023, quer o novo quadro comunitário de apoio (PT 2030), quer o PNR e o PNPOT
- Ignora as atividades mais atingidas pela crise do COVGID-19
- Ignora o papel do setor dos serviços, não valorizando devidamente uma visão integrada das cadeias de valor
- Apresenta um défice grave de integração das políticas, carecendo de instrumentos de planeamento estratégico integrado
- Desequilíbrio notório na afetação dos recursos financeiros em favor do investimento público, que não se devia substituir ao orçamento do Estado nessa matéria, cabendo à economia e à competitividade apenas 24% das verbas a fundo perdido, e nem todas tendo as empresas como destinatárias
- Incorpora uma estratégia de confrontação de escolhas setoriais, orientada expressamente para a reindustrialização, com metas de realização impossível, mas apostando na quebra de crescimento dos outros setores e da procura interna, esquecendo que a estratégia competitiva é a determinada em fatores competitivos e a forma como os integramos nas cadeias de valor
- Consagra uma política territorial sem enfoque numa política da cidade e nas cidades.
