Revista nº 186 || Materiais de Renovação e Reabilitação

EDITORIAL

Caros Colegas,
2018 acaba como um ano positivo para a grande maioria das nossas empresas e conclui um ciclo de 5 anos de recuperação da atividade da construção para os níveis anteriores à crise financeira internacional e das finanças públicas portuguesas.

 

Para além do nível de atividade do nosso sector, em geral toda a economia acompanhou esta realidade. Houve, no entanto, mudanças, quer na estrutura da nossa economia, mais exportadora, por exemplo, quer no nosso sector, com uma componente de reabilitação bastante mais expressiva.


A nossa atividade em concreto, comércio de materiais de construção, também mudou, podemos dizer em certa medida que para melhor:
 

  • Redução dos prazos de pagamento, com algumas e cada vez mais empresas a vender sem crédito ou com crédito restritivo, e a demostrar que não perdem volume de negócios nem resultados, bem pelo contrário;
  • Diversificação de serviços, a acompanhar a larga oferta da moderna distribuição;
  • A faturação dos serviços de entrega a cliente, de acordo com critérios de venda; e
  • A modernização mais ou menos generalizada das nossas empresas.

Entre outras mudanças, quer ao nível tecnológico, quer a outros níveis.

Gostava de me debruçar agora apenas sobre um dos aspetos: as vendas a crédito e os respetivos prazo de pagamento e risco de cobrança.

Temos vindo a assistir a um desenvolvimento menos positivo nas vendas a crédito, nomeadamente para as empresas grandes e médias de construção civil e reabilitação de edifícios. Trata-se do pedido de alargamento dos prazos de pagamento que efetuam aos seus fornecedores, nomeadamente nossos colegas. Ora este é um sinal das dificuldades que o sector começa a atravessar e que decorre de uma indústria muito exposta a litígios com os seus clientes, donos de obra, e a uma concorrência pelos preços para obtenção de carteira de obras, apesar de parecer não faltarem obras para executar.

um sinal muito claro deste indicador é a reação das companhias de seguro de crédito, que têm reduzido limites de crédito ou mesmo eliminado.

Com a crise aprendemos que mais vale perder a margem da venda que 100% do vendido. Alerto agora para o início de um processo que só as vendas a dinheiro ou o crédito restritivo conseguem prevenir – o aumento da conta de “clientes de cobrança duvidosa”.

Quanto ao futuro próximo, as expetativas continuam positivas, dando-nos a oportunidade de criar condições para consolidar resultados e estar melhor preparados para tempos menos positivos.

um grande desafio do nosso sector é criar condições para o desenvolvimento de um ambiente competitivo mas rentável, que não ponha em causa a nossa existência. A rentabilidade de qualquer negócio vem da gestão rigorosa dos custos mas também da elevada satisfação dos clientes, em que o fator preço não é assim tão determinante.

Assim, na procura constante de disponibilizar serviços e adequar a nossa oferta às necessidades da nossa clientela, certamente que conseguiremos não sacrificar a rentabilidade dos nossos negócios e garantir a sustentabilidade do nosso sector.

Gostaria, por último, de desejar uma feliz época festiva, que o ambiente natalício nos trás, e que o ano de 2019 seja cheio de desafios ultrapassados com sucesso para cada uma das nossas famílias e das nossas empresas.

Boas Festas e espírito associativo!

 

Revista nº 186 || Materiais de Renovação e Reabilitação

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SUMÁRIO
02 Editorial

DIVULGAÇÃO
04 Barbot
05 Bosch
06 CIN
08 Gyptec
09 Cobert
10 Knauf
11 OLI
12 Pardal
13 Roca
14 Sonae Arauco
15 ALSAN®

EVENTOS
16 Congresso APCMC / Congresso uFEMAT
18 BigMat
19 Recer
20 Roca
21 Sanitop
22 Techdays
23 Vulcano

ARTIGO DE OPINIÃO
24 Imperalum
26 ITeCons

ENTREVISTA
30 Projeto LAR

DOSSIER ECONOMIA
36 Inquérito de Conjuntura
40 Análise de Conjuntura
46 Mercado Imobiliário

DOSSIER MATERIAIS DE RENOVAÇÃO E REABILITAÇÃO
59 Artigo, Entrevistas

ARQUITETURA
66 Edifício industrial Magnusberry

REABILITAÇÃO
70 Bairro Residencial da Maia
72 Edifício República 81
74 Palacete na Foz do Porto
76 Reabilitação de Moradia em Vilamoura