Obras, Materiais e Equipamentos para a Construção nº 130

Apesar da pandemia, as obras em Portugal prosseguem a bom ritmo. Melhor seria quase impossível, atentas as limitações da capacidade das nossas empresas de construção, confrontadas com falta de mão-de-obra com qualificações adequadas e reconhecidas fragilidades financeiras.

Os tempos que se vivem atualmente geraram alguma incerteza e essa está, naturalmente, a refletir-se no ritmo dos novos projetos e decisões de investimento. À medida que os vários cenários se tornem mais nítidos e as políticas anunciadas se forem consolidando, estarão novamente criadas as condições para que a procura se exerça e os projetos sejam desbloqueados. Em todo o caso, não faltam investidores no imobiliário muito ativos e em busca de oportunidades que apresentem perspetivas de rentabilidade.

O futuro, que esperamos continuar entre nós a sorrir à fileira da construção, pelo menos por uma década, trará algumas novidades em termos de exigências para as obras e para os profissionais.

A aplicação dos princípios da economia circular à construção e à reabilitação, bem como uma nova ênfase na eficiência energética na vertente da redução de consumo, vão obrigar a repensar o projeto, quer em ter-mos de conceção, quer de uso dos materiais, bem como determinar a adoção dos princípios da indústria nos sistemas construtivos e nas técnicas e processos de construção, de forma a alcançar novos patamares de eficiência e de rigor, que garantam cumprimento de normas e permitam reduzir significativamente os custos das obras.

Industrializar a construção é um objetivo sublinhado pelas entidades europeias, o qual deverá ser incluído nas condicionalidades da utilização dos fundos para a recuperação e no próximo quadro comunitário de apoio, em particular nas novas infraestruturas, na mobilidade e na reabilitação urbana, cujo ritmo deverá ser acelerado para o triplo do atual até 2030.

Obras, Materiais e Equipamentos para a Construção nº 130

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