Obras, Materiais e Equipamentos para a Construção nº 126

EDITORIAL

Este ano de 2020 vai ficar marcado pela recuperação da obra nova.

Após quatro anos em que prevaleceram os trabalhos de renovação e reabilitação de edifícios, a construção de novos edifícios de habitação plurifamiliares, escritórios e para fins turísticos, deverá suplantar aqueles, ao longo do corrente ano. Não porque a atividade de reabilitação esteja em quebra, mas pura e simplesmente porque estão finalmente no terreno muitos dos milhares de projetos que correspondem à explosão do número de licenças para construção nova observada ao longo de 2018 e 2019.
 

Dr. José de MatosEste novo desenvolvimento no mercado, que é bem-vindo, irá permitir, num prazo de pouco mais que um ano, aumentar sustentadamente a oferta de imóveis, favorecendo a economia e travando a subida insana de preços que temos vindo a observar.

Esta será também uma nova oportunidade para integrar novos produtos, sistemas e soluções construtivas, mais eficientes e amigas do ambiente, mas também novos conceitos de edifícios que correspondam a uma diferenciação de usos e requisitos.

Provavelmente, a maior parte dos projetos, ao nível da arquitetura e da engenharia, não serão ainda tão inovadores como seria desejável, para que os edifícios possam cumprir da forma mais adequada as funções que, ao longo da sua vida útil, uma sociedade em mudança virá a exigir.

Mas, na maior parte dos casos, ainda poderemos ir a tempo de introduzir melhorias e potenciar a adaptabilidade dos edifícios, tarefa que, para além dos técnicos, caberá à indústria, sempre atenta e com capacidade tecnológica e de inovação, levar a cabo.

O valor que agora conseguirmos acrescentar pode vir a fazer toda a diferença quando o mercado arrefecer.

 

Obras, Materiais e Equipamentos para a Construção nº 126

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