Obras, Materiais e Equipamentos para a Construção nº 124

EDITORIAL

Os últimos três anos no sector imobiliário e na construção têm sido frenéticos.

Qualquer que seja o ângulo de avaliação, os números são expressivos: crescimento do número de transações, investimento em construção, número de prédios reabilitados, crescimento dos preços por m², aumento do valor das rendas, emprego, salário, custos de construção, etc., etc..


Dr. José de MatosO ritmo de evolução foi tão acelerado que nos distraiu um pouco da necessidade de dar resposta à mudança do paradigma económico, tecnológico e social que se desenrola sob os nossos olhos.

Todos sabemos que o céu não é o limite e que alguns dos fatores que impulsionaram o recente crescimento têm uma natureza transitória e, por vezes, determinada externamente.

Hoje é já possível percecionar que não estamos a conseguir dar resposta às necessidades das pessoas e das famílias com um perfil de rendimentos médios-baixos ou mesmo médios, que são a maioria esmagadora dos portugueses.

Da mesma forma, estamos, eventualmente, a deixar para um segundo plano as questões da sustentabilidade da construção e das cidades, apesar das preocupações com a eficiência energética. Na verdade, temos que perseguir objetivos bem mais exigentes que os da eficiência energética no seu sentido estrito, sobretudo quando o novo paradigma é o da transição para uma economia circular.

É preciso começar a trabalhar rapidamente em novos processos de construção e em soluções construtivas que sejam mais eficazes em termos de consumo de recursos naturais, mais duráveis, que permitam a reutilização dos materiais utilizados, que utilizem menos mão-de-obra, permitam melhores condições de trabalho e sustentem mais empregos qualificados.

 

Obras, Materiais e Equipamentos para a Construção nº 124

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