Obras, Materiais e Equipamentos para a Construção nº 120

EDITORIAL

O abrandamento da economia é o grande tema da atualidade e a pergunta que fazemos no nosso setor, “a pergunta de um milhão de euros”, é se esse abrandamento, que é real, nos irá afetar, quando e em que medida.

Dr. José de MatosNão é a pergunta que é difícil, mas sim a resposta. O futuro não é imprevisível mas é, seguramente, desconhecido e, a ciência económica, por mais matemática que use, não pode fugir à sua natureza social e por isso complexa e dependente das decisões e interações das pessoas e das suas organizações, as quais escapam a quaisquer determinismos.

Como não podemos, honesta e responsavelmente, dar a resposta que todos gostaríamos, desenvolvemos técnicas de previsão e de construção de cenários que, um pouco como na meteorologia, têm maior probabilidade de acertar quanto menor for a respetiva antecedência com que são formulados.

Era ótimo se existisse uma fórmula matemática que nos revelasse o futuro, mas como isso é impossível temos que nos socorrer dos chamados indicadores, que são representações numéricas da realidade económica ou, melhor, de parcelas dessa realidade, para, através da sua evolução detetarmos linhas de tendência. Só que os indicadores, ainda que bem calculados, assumem signifi cados diferentes em contextos e estes são sempre distintos.

E mais, quando considerados em conjunto, esses indicadores permitem, eles próprios, novas leituras, remetendo-nos para o domínio da interpretação.

Posto isto e em concreto: tudo indica que a procura por parte de investidores no imobiliário esteja a perder intensidade;
os preços do imobiliário tenderão a convergir para a média, com estagnação nos grandes centros e algum aumento nas periferias;
a atividade de reabilitação deve manter-se forte durante a maior parte deste ano, começando a perder dinâmica a partir do último trimestre de 2019; a construção nova de edifícios, quer de serviços, quer de habitação, continuará a crescer por cerca de dois anos, devendo a procura de materiais de acabamento subir notoriamente a partir da 2ª metade deste ano.

Apontar para mais longe é prematuro.

 

 

Obras, Materiais e Equipamentos para a Construção nº 120

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