Obras, Materiais e Equipamentos para a Construção nº 128

Lentamente, as atividades que estiveram encerradas durante quase dois meses começam a retomar, ainda que o regresso à normalidade do passado pareça um pouco longínqua.

 

Este retorno irá depender em parte da evolução da situação sanitária, mas, sobretudo, da capacidade económica e financeira que existir, quer do lado da oferta, quer do lado da procura.

Hoje ninguém tem dúvida que os prejuízos são imensos e a recuperação económica estará refém da resiliência dos agentes económicos, da eficácia das medidas governamentais destinadas à mitigação dos prejuízos e, no futuro próximo, dos instrumentos públicos de apoio às famílias e às empresas, seja através da extensão das moratórias dos créditos, seja assegurando níveis mínimos de rendimentos às primeiras, seja disponibilizando liquidez e capacidade de investimento às segundas.

A redução do poder de compra é uma realidade, mas a insegurança e o medo podem ampliar ainda mais os efeitos nos níveis de consumo durante muitos meses, tornando a capacidade de oferta excedentária e destruindo muitas empresas e postos de trabalho de uma forma irremediável o que provocará sucessivas quebras de rendimentos, mais incerteza e menos procura.

Sabendo-se que é impossível manter no limbo durante muito tempo as empresas, a opção só pode ser a de, rapidamente, estimular a procura.

A estratégia de recuperação económica terá que ser centrada, para além do óbvio mas transitório apoio à manutenção das empresas vivas (até para que os empregos não se percam), em medidas de despesa pública e de financiamento a baixo custo de atividades com grande efeito multiplicador, como é o caso da recente iniciativa da Comissão Europeia para lançar um nova vaga de reabilitação urbana que, no período até 2035, permita duplicar, no mínimo, o ritmo atual e com isso contribuir para os objetivos da transição energética, economia circular e da criação de empregos traçados no “Green Deal”.

Embora estejamos convencidos que o sector imobiliário, apesar de alguns percalços e hesitações próprias do tempo que estamos a viver, não perdeu o interesse dos investidores, é uma boa notícia saber que os investimentos na reabilitação urbana e energética dos edifícios estará na primeira linha das medidas de recuperação económica.

 

 

Obras, Materiais e Equipamentos para a Construção nº 128

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