Boletim Materiais de Construção nº 388

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A transição digital nos Materiais de Construção

Hoje em dia, para qualquer empresa, estar presente na internet é indispensável.

Mesmo que não use diretamente esse canal para realizar vendas, a verdade é que se não tiver um site é como se não existisse e não será procurada nem encontrada por potenciais clientes ou por fornecedores. Não estar na internet é perder visibilidade e oportunidades.

Se este é o lado mais evidente da digitalização, ele será, todavia, o de menor impacto e exigência, quer ao nível dos processos internos das empresas, quer nas relações a montante e a jusante, com fornecedores, transportadores, construtores, projetistas e clientes finais.

Na verdade, deparamo-nos hoje com uma necessidade crescente de informação sobre os produtos, seja por força dos regulamentos e obrigações administrativas, seja pela própria complexidade dos processos ou pelas solicitações dos clientes e prescritores. Por outro lado, a concorrência impõe sucessivas melhorias na eficiência com que realizamos as operações que permitem construir uma proposta de valor reconhecida pelo mercado.

Só é possível acompanhar esta crescente complexidade através dos meios informáticos e, para os alimentar, é necessário que o enorme volume de informação esteja disponível em formato digital, com a profundidade e a qualidade adequadas.

Ora, esta informação sobre os produtos vai muito para além das referências, das designações, dos códigos de barras e dos preços. Ela inclui dados técnicos, ambientais, fotografias, normas de utilização, ficheiros de desenho, objetos BIM (Building Information Model ou Modelo da Informação da Construção), etc. Não é possível que cada empresa crie a sua própria informação, não só pela dimensão e custo da tarefa, mas também porque, se cada produto tiver associada uma informação diferente consoante aquele que a introduziu, a comparabilidade seria impossível e o mercado não poderia funcionar eficazmente.

À partida, a solução parece simples, já que existe uma entidade que possui toda a informação sobre os seus produtos, o fabricante. Se houver um acordo no mercado sobre as informações que são necessárias para cada tipo de produto e a forma como essa informação é preenchida e transmitida dentro da fileira, o problema básico e mais importante para que a digitalização se traduza em melhorias significativas de eficiência em todos os agentes da fileira está resolvido!

Esse acordo ou norma também já existe! É o APCMC Datacheck!

Para funcionar, basta que os fabricantes tomem a iniciativa de preencher um ficheiro Excel e que façam o upload do mesmo e das sucessivas atualizações na plataforma APCMC Datacheck, autorizando os distribuidores seus clientes a aceder à mesma. Tudo no mesmo formato, para todos os fabricantes e para todos os clientes, para todos os tipos de produtos, de forma automática, sem custos, sem erros e quase imediata.

É assim que se faz a transição digital no nosso setor. Só não se faz se os fabricantes não quiserem… ou não estiverem na verdade preocupados em apoiar os seus clientes.

 

 

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