Boletim Materiais de Construção nº 363

Nota de Abertura

Top 300!

O setor do comércio de materiais de construção não é certamente dos mais falados e conhecidos no “pequeno mundo” do noticiário económico nacional. Sejamos francos, não é um setor “importante”, como o têxtil, o calçado, a metalomecânica, as telecomunicações, a banca, ou mesmo a própria construção. Não é um setor normalmente associado ao emprego (ou ao desemprego), ao investimento, às exportações ou à inovação tecnológica.
 

Sabemos, até por aqueles que mais lidam como ele, que é um setor pouco ou mal conhecido. Há várias razões para isso.

Uma delas, é porque nunca foi razão para alarme económico e social, seja porque o tecido económico é composto por muitos milhares de empresas de reduzida dimensão, seja porque a sua diversidade em termos de especialização e modelo de negócio permitem amortecer choques. Outra, porque é um setor maioritariamente b2b, com uma exposição limitada ao consumidor final. Outra ainda será o facto de por ser tão disperso e diverso não haver uma ideia claramente definida na cabeça dos cidadãos e dos líderes de opinião sobre o seu papel e dimensão.

 

Haverá outras razões, sem dúvida. E a reduzida percentagem no emprego total, no investimento e no VAB é um forte argumento. Mas a verdade é que há outros setores, de muito menor dimensão, que são objeto frequente da atenção dos media e dos governos…

Não é seguramente pretensão das empresas do setor ascender ao estrelato mediático. Por vezes, como sabemos, atenção a mais poderá até ser desfavorável. Mas a ignorância sobre o setor, as empresas e o papel ou papéis que desempenham no serviço aos cidadãos, às empresas de outros setores com quem se relacionam e à economia do país, redundam, normalmente, em prejuízo da sua atratividade para investidores, prestadores de serviços financeiros, tecnológicos e outros, bem como para os profissionais mais qualificados. Da mesma forma, os interesses específicos deste setor poderão não ser devidamente considerados pelos governos quando legislam ou regulamentam matérias que nos afetam.

O ranking das maiores empresas (independentes) de distribuição de materiais de construção, que a APCMC teve a iniciativa de passar a publicar anualmente, é um contributo, entre outros, para nos conhecermos melhor a nós próprios e, também, para que os nossos parceiros, clientes e entidades públicas e privadas, relevantes para o setor, nos vejam com novos olhos.

 

Boletim Materiais de Construção nº 363

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