Boletim Materiais de Construção nº 360

Nota de Abertura

Boas Notícias!

O país e a fileira da construção vivem tempos de intensa atividade, seja pela recuperação da economia e do emprego operada nos três últimos anos, seja pelo efeito particular da época alta do turismo, seja pelo elevado número de obras em curso, quer no sector privado, quer de iniciativa pública.
 

E se, no caso das obras promovidas pelo Estado, não podemos falar propriamente de grandes obras, mas sobretudo de uma multiplicidade de pequenas e médias obras (o que até é mais favorável para o tecido económico), alavancadas pelas eleições gerais deste ano e pelas autárquicas que se realizarão em 2020 (e pelo reforço de 650 milhões de euros de fundos comunitários que foram desviados das empresas), que poderão não ter continuidade para além dessa data, já no sector privado parece existir uma garantia de maior sustentabilidade.

Na verdade, depois da reabilitação de edifícios ter funcionado como o principal motor de atividade, começam finalmente a proliferar as obras de construção nova, sobretudo de habitação.

Dos milhares de edifícios que se encontram em construção, alguns estão já a entrar na fase de instalação de equipamentos e de acabamentos e decoração, que é a que representa maior valor, nomeadamente para os fornecedores de produtos.

Entretanto, as melhores notícias são as que provêm da evolução do número de fogos licenciados em novas construções, que duplicaram nos últimos dois anos e que continuam a apresentar crescimentos trimestrais homólogos próximos dos 30%. Se nada de inesperado ocorrer, esperam-nos, pelo menos, três anos de forte crescimento neste segmento.

Para ajudar, temos vindo a assistir recentemente ao ressurgimento do Estado como promotor de habitação, sucedendo-se, nas últimas semanas, os anúncios de projetos da administração central e das autarquias, alguns com intervenção do IHRU, que já somam alguns milhares de fogos.

Estes projetos são sempre mais lentos que os realizados pelos privados e a sua execução deverá, com grande probabilidade, alargar-se para além dos próximos quatro ou cinco anos. Todavia, não deixa de ser um sinal muito positivo e que permite, logo à partida, garantir um volume de trabalho apreciável para além do horizonte mais imediato.

 

Boletim Materiais de Construção nº 360

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