Indicadores de estrutura ou endividamento 2015 a 2018

Conforme se pode verificar no gráfico 3, os graus de autonomia financeira e de solvabilidade das 300 maiores empresas de distribuição de materiais de construção, evidenciam uma estabilidade ao longo dos quatro anos analisados.

 

Autonomia financeira e endividamento das 300 maiores empresas de distribuição de materiais de construçãoGráfico 3 – Autonomia financeira e endividamento das 300 maiores empresas de distribuição de materiais de construção

 

A autonomia financeira em 2018 situa-se na casa dos 54%, o que significa que as 300 maiores empresas de distribuição de materiais de construção apresentam no seu conjunto uma boa autonomia financeira, já que mais de 54% dos ativos são financiados por capitais próprios. Em face da autonomia financeira ter aumentado cerca de 0,25 pontos percentuais em 2018, o endividamento das mesmas reduziu-se na mesma importância tendo-se fixado em menos de 46% dos ativos, apresentando assim estas empresas no seu conjunto um baixo risco de insolvência.

Gráfico 4 – Solvabilidade e estrutura do endividamento das 300 maiores empresas de distribuição de materiais de construção

 

No tocante à solvabilidade, entre 2015 e 2018 esta aumenta três pontos percentuais. Assim em 2018, por cada 100 euros de passivos, estas empresas dispunham de mais 119 euros de capitais próprios, o que representa uma boa solvabilidade das empresas consideradas.

 

No que concerne à estrutura do endividamento, entre 2015 e 2018 o valor sofre um agravamento de cerca de quatro pontos percentuais. Em 2018, cerca de 77% dos passivos totais destas empresas eram de curto prazo. Apesar da ligeira subida neste indicador o resultado ainda se encontra dentro de um valor considerado aceitável.

Gráfico 5 – Capacidade de endividamento a curto, médio e longo prazos e rácio Debt-to-Equity

No que se refere à capacidade de endividamento a curto prazo das 300 maiores empresas de distribuição de materiais de construção, entre 2015 e 2018 situa-se em torno dos 0,34 e 0,35, o que significa que estas empresas, caso necessitem, ainda não esgotaram a sua capacidade de endividamento a curto prazo.

Por seu lado, na capacidade de endividamento a médio e longo prazo, o seu valor tem subido ligeiramente ao longo dos anos, para se situar em 2018 em 0,84. Esta evolução deve ser considerada favorável para estas empresas e significa que a dependência a médio e longo prazo face a terceiros tem diminuído, sendo que caso necessário, estas empresas apresentam uma boa capacidade de financiamento a médio e longo prazo.

Por fim em relação ao rácio Debt-to-Equity, entre 2015 e 2018 o seu valor ronda os 0,84 – 0.85. Neste caso, os capitais próprios destas empresas estão a ser fortalecidos em relação aos passivos totais, aumentando assim a solidez financeira destas 300 empresas.