Construção de casas travada pelo aumento de juros

Artigo: https://casa.sapo.pt/noticias/
A descida das taxas de juro prevista e a estabilização da inflação pode levar ao regresso da aposta em novos projetos residenciais na segunda metade de 2024.
O aumento das taxas de juro tem travado projetos de habitação para a classe média e média-baixa. No momento, o preço dos materiais de construção já inverteu a linha ascendente que tinha vindo a registar desde o final de 2021.
De acordo com José Matos, secretário-geral da Associação Portuguesa dos Materiais de Construção (APMC) foi o custo do financiamento para as empresas e para as famílias que ditou a paragem dos investimentos destinados aos agregados de menores rendimentos, com uma taxa de risco mais elevada que levou os promotores a afastarem-se deste segmento.
No entanto, com a descida de preços e a estabilização da inflação, o setor da construção admite que a aposta na habitação deve regressar na segunda metade de 2024.
O aumento do custo de vida e o nível atual das taxas de juro atinge, de forma mais acentuada, o segmento da habitação ao criar dificuldades acrescidas, quer para o arranque de novos projetos imobiliários, quer para quem pretende adquirir ou arrendar uma habitação“, reconhece Manuel Reis Campos, presidente da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).
Até ao final de setembro, os indicadores de licenciamento municipal de construções novas “apresentam variações de menos 0,4% na área licenciada em edifícios residenciais e de menos 10,1% no total de licenças emitidas”, em termos homólogos.
Segundo o último índice de custos de construção de habitação nova do Instituto Nacional de Estatística (INE), referente a outubro, os materiais que apresentam maiores reduções são o aço para betão e perfilados pesados e ligeiros, com um decréscimo de cerca de 20% em termos homólogos. Segue-se a chapa de aço macio e galvanizada e os materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização, com descidas de cerca de 15%.
No entanto, existem ainda artigos que continuam com uma trajetória ascendente, como o betão pronto, tintas, primários e vernizes, com crescimentos homólogos de cerca de 10%.

 

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